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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Circuito Athenas - Etapa 1 - 5k/10k


13 de maio de 2012
São Paulo – Marginal Pinheiro

Já informo que este post não será pequeno. Diferentemente de todas as outras provas esta tem muita história.




Prólogo

Posso afirmar que deixei de me lamentar nos posts e tomei a decisão de treinar mais um dia com o Clube da Corrida. Faz somente três semanas mas já sinto pequenas melhoras.

O Circuito Athenas já estava no meu pensamento desde ano passado e já havia combinado com alguns amigos participar do mesmo neste ano. A proposta deste circuito é de aumentar a quilometragem em três etapas, podendo escolher entre 5/8/10k ou 10/16/21k assumindo um compromisso com sua evolução. Melhor ainda quando o Clube da Corrida decidiu participar deixando para nós corredores somente a tarefa de pensar na corrida (staff cuidando de toda a logística).

Claro que nem tudo é perfeito. A corrida caiu no dia das mães (além de aniversário da minha mãe). Só isso já seria um problema, mas teve um ingrediente a mais. Toda família resolveu passar o dia das mães em um hotel em Monte Alegre do Sul. Muita conversação em casa e a compreensão da família e tudo resolvido. Ficaria com eles sexta e sábado, voltava para casa à noite e no domingo retornava ao hotel para o almoço. Só precisaria contar com a sorte de tudo ocorrer dentro do cronograma idealizado pelo nosso coach o qual reproduzo pela riqueza de detalhes:

04:15h - Recepção do atletas e estacionamento dos carros junto ao Portão 7. o Sr. Pedro vai olhar os carros pra nós no dia da prova (contribuição voluntária)
04:30h - Saída do Onibus rumo a SP (SEREMOS PONTUAIS NA SAÍDA)
05:20h - Previsão de parada Frango Assado Bandeirantes (15' para café e banheiro)
06:00h - Previsão de parada do ônibus nas proximidades do evento
06:10h - Chegada a Arena do Evento
06:30h - Aquecimento com os treinadores do Clube da Corrida
06:45h - Foto Oficial
06:50h - Dispersão para a largda
07:00h - largada Circuito Athenas - Boa prova a todos!!!
09:00h - Previsão máxima de saída do ônibus de volta para Campinas
10:30h - Previsão máxima de chegada em Campinas


A noite anterior a prova

Conversando com o pessoal que correu ninguém dormiu ou dormiu muito pouco. Eu cheguei de viagem, arrumei a mochila e fui para cama às 23:00. O medo de perder o horário somado a ansiedade faz com que você tenha um sono leve, atento a qualquer barulho. E assim foi tudo muito rápido. Ainda me lembro de olhar o relógio por volta da uma da manhã e então acordar às 3:30.


Ponto de encontro Portão 7 – Lagoa do Taquaral

Já havia uns gatos pingado lá no Taquaral quando cheguei. Todos estavam devidamente escondidos dentro dos carros fugindo do frio. E com o tempo os demais foram chegando. Só não chegava o nosso transporte. Saímos quase 5 horas da manhã. Sinal de alerta.



A viagem

Pensei que conseguiria dormir. Muita conversa, entrega de kits e ansiedade no ar. Já vimos que chegaríamos em cima da hora e já fomos nos trocando durante a viagem. Estava tão escuro que não dava  para ter uma ideia do tempo lá fora.

Paramos no Frango Assado e foi interessante quando descemos do ônibus. Os que estavam no restaurante nos olharam como ET´s pensando: de onde surgiu este bando de shorts e camiseta azul.


Hora de fazer um lanche, no meu caso um tradicional café com pão na chapa. Este pão na chapa do Frango Assado é enorme.

Após lanche e pitstop no banheiro voltamos para o ônibus. Ainda escuro. Neste momento começou uma ansiedade e nervosismo transformado em mal estar, dor no estômago.

Por ser uma prova reconhecidamente rápida, existia no ar a possibilidade de se fazer bons tempos. No grupo tinha muita fera e o papo de vou quebrar meu record, fazer meu melhor tempo era comum. Isto me deixou ainda mais pressionado a fazer o meu melhor.

Quando entramos na marginal começamos a ver a cor do dia: escura e com garoa. Pelo horário já vimos que não teríamos condição de aquecer e com sorte chegaríamos para largada. O jeito foi se alongar no corredor do ônibus da melhor maneira possível.

Chegando próximo do evento congestionamento. Ansiedade ficou maior ainda. Por sorte deve ter havido algum atraso na organização o que permitiu que saltássemos do ônibus e já fossemos trotando para linha de largada aquecendo.


Largada

O tempo estava quase perfeito. Frio não muito forte e ameaçando garoa o que aconteceu no percurso. Incomodou na largada o cheiro de esgoto do Pinheiros. Estava muito forte.

Conseguimos nos posicionar bem na frente. Cada um fazendo seu alongamento e preparação final. Executaram o hino nacional brasileiro e anunciaram dois minutos. Todos por perto se confraternizaram desejando uma boa corrida e aguardamos o sinal. Pronto, agora é só correr.

Combinamos eu, Augusto e Renato de sairmos juntos, mas os dois saíram muito forte e recuei mantendo um ritmo apropriado e seguro. Atrás, ouvi Rodrigo falar para Marina, “estamos muito rápido ...”, e foi só. A partir deste momento seria eu e a corrida.


A Corrida

Foi só iniciar a corrida e toda angustia e pressão passaram. Agora era seguir uma estratégia progressiva o que não ocorreu. Comecei em um ritmo forte e diminuía este ritmo com o passar dos quilômetros.

O que me estranhou neste tipo de prova foi correr em reta sem saber o final. É incrível. Como não tem curva e o caminho não é familiar parece que 5k é muito maior do que os 5k do Taquaral. Como foi longo os primeiros 5k. Por volta dos 3,5k já começava a aparecer no contra-fluxo o pessoal mais rápido. Foi um alívio pois foi uma distração boa procurar pelos amigos mais rápidos.

Durante a corrida vários postos de hidratação bem colocados e um posto com gatorade por volta do quarto quilômetro.

Finalmente na pista oposta para os últimos 5k. Continuando a ver os amigos do Clube da Corrida e cada um incentivando o outro à medida que nos encontrávamos. Isto é muito bom na corrida.

Ví na frente a Pri e forcei para encostar. Por volta do quilômetro 7 já estava lado a lado e mantivemos o pique até os 500 m finais quando acelerei um pouco. 

No quilometro 7 meu Garmin parou e fiquei descontrolado sem ter como basear o andamento da corrida. Dá um nervoso total pois fiquei sem parâmetros. 

Ansiedade pela placa do 8 e 9k para acelerar mais um pouco mas ao mesmo tempo medo de quebrar.

Cansei até. A foto ao lado representa bem meu cansaço já no final (com os laranjas atrás de mim).

Cruzei a linha de chegada sem ter certeza do tempo feito. Augusto estava lá na chegada e falou que eu tinha conseguido o tempo desejado. Fiquei por lá recuperando  o fôlego e esperando outros do Clube chegar.


Pós prova

Apreensivo sem saber o tempo, nos dirigimos para arena montada. Estrutura muito boa com massagem, fotos para o dia das mães, lojas entre outros.

Eu estava molhado. Durante a prova fui jogando água na cabeça para energizar. Adicione o frio e  a chuva fina para completar o desejo de uma roupa quente que estava no ônibus. 

Ficamos na arena por volta de 1 hora aproveitando as atrações e agrupando o pessoal. Tiramos uma bela foto, toda equipe azul, e fomos para o ônibus.



A volta

A volta foi festiva. Pessoal do fundão comandado pelo Ligeirinho abrindo as heinekens, todos trocando de roupa dentro das possibilidades para aquecer, e alguns apesar do barulho dormindo. 

Obs: Como é possível ver na foto ao lado, prepare todo o seu material com muita luz no dia anterior para não pegar a toalha de suas filhas.

 No meio do caminho SMS nos celulares com o tempo da corrida. 

Todos com certeza ficaram contentes com os tempos apresentados. Consegui meu objetivo de julho. Correr na casa dos 55´ o que me deixou extremamente contente. Sei que não devo conseguir este tempo em outras provas não retas mas já mostra resultado dos treinos e aumenta a autoestima e vontade de treinar mais.

Chegamos em Campinas no horário planejado. Dispersão. Casa. Banho. Voltar para o almoço em família em Monte Alegre do Sul. Voltar para Campinas. Cantar parabéns para minha mãe.

Observações Finais

Apesar de todo cansaço, poucas horas de sono faria tudo de novo e farei em 22/07 e 04/11 se o tempo e compromissos familiares permitir (completando as etapas de 16k e 21k). A companhia deste pessoal é muito motivadora e altamente positiva. Organização da prova e do nosso coach impecável.

Agora é treinar para aumentar resistência e quilometragem sem preocupação de tempo pois o objetivo será, para este ano, finalizar as provas de 16k e 21k.

Resultado: 10km em 00:55:50 no ritmo de 5´:32

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Corrida Mais Vida Boldrini 2012


15 de abril de 2012
O dia amanheceu nublado não muito quente. Ideal para correr. Deixei óculos escuros e boné no carro e fui para prova. Se arrependimento matasse !!!!!

Desta vez nem Clube da Corrida (oficialmente) nem os Wilsons estavam presentes. Mesmo assim um grupo do CC (Rodrigo e Marina, Flávio e esposa, Leo e Cá, Julio chegou em cima da hora) estava presente e batemos um bom papo antes da corrida. Encontrei meus primos também junto com outros Pangas, e colocamos os assuntos em dia. Como sempre relacionado a alguma dor aqui e ali. 

A prova me decepcionou em quantidade de atletas. Achei muito pouco comparado com a do Oba. Até por ser beneficente e um percurso diferente do tradicional esperava por um público maior. Gosto do ambiente movimentado, da ansiedade da largada mas achei tudo muito calmo.

Confesso que fiquei meio perdido com este vazio procurando por referências para não correr sozinho. Os do CC tinham um pace melhor que o meu e alguns fariam 6k e meu primo (com quem poderia acompanhar) não tinha certeza se conseguiria correr todo o trajeto. Teria que me virar sozinho. Mais concentração. Menos relaxamento.

Estratégia não muito diferente da Corrida do Oba. Aproveitar descidas e controlar nas retas no intuito de sobrar reserva para última subida, desta vez após 8 km percorridos. Preparado para finalizar em 58 minutos. Um pouco cansado e imaginando a subida no final estaria dentro de um aceitável. Longe ainda da meta de 55 minutos até julho.

Fui para largada com um pessoal dos Panga(rés) com quem já corri no passado, e me confundi todo com meu playlist antes da largada. Preparei uma seleção de rock mas não encontrei tendo que improvisar com uma seleção de reggae que não fez feio.

A largada foi muito tranquila se comparado as últimas corridas. Foi possível correr sem atropelamentos e nem desvios. No quilômetro dois encontrei meu xará Luiz do CC e ele esperou para corrermos juntos. Acontece que o pace dele é superior ao meu e por mais que eu quisesse tinha medo de acelerar e quebrar. Ele foi muito bacana me esperando várias vezes mas falei para ele fazer o tempo dele e continuar. Minha jornada seria segura.

Por este momento saiu um sol de rachar côco. Pegou a todos de surpresa. Estava finalizando a Orosimbo Maia e entrando na Norte-sul. No sentido Laurão não existe sombra e o sol castigou. Fiquei com muita sede e esperando o próximo posto de abastecimento. Encontrei pelo caminho minha prima que estava fazendo o percurso a pé com outros Pangas. Diminuí o ritmo na subida do Hotel Vitória e me preparei para acelerar na descida e manter um bom ritmo no sentido inverso da Norte-sul. O problema é que colocaram o segundo Posto de Abastecimento bem no meio da descida e subida o que atrapalhou demais. Acho que ninguém esperava por este posto ali e congestionou um pouco ainda mais pelo calor. Se ele estivesse posicionado na Norte-sul ficaria melhor e não quebraria ritmo (fica sugestão).

A volta foi tranquila, procurando pela sombra dos prédios o que fazia correr às vezes no meio fio e à medida que se aproximava a subida final o medo de quebrar.
O terceiro Posto de Abastecimento ficou uns cem metros do início da subida o que foi muito bom  e essencial. Corri ao lado de um outro corredor e demos forças um ao outro para vencer o obstáculo o que foi muito bom. Acho mesmo que o ritmo foi até melhor que o da Corrida do Oba neste quilômetro, porém o cansaço foi maior não conseguindo imprimir um ritmo mais forte na descida em direção a linha de Chegada.

O calor realmente foi um fator negativo. Cheguei exausto. Passei pela linha de Chegada e me sentei para recuperar. Quando vejo chega Paulo (compadre e amigo de longa data) e senta-se ao meu lado para também descansar e bater um papo, comentar a corrida, falar do cansaço, das dores e das próximas provas. Após um bons minutos levantamos, água, muita água, uma banana e maçã e vamos procurar os amigos.

Pernas cansadas, exausto, mas mais uma corrida finalizada. Estratégia cumprida mas sentindo ainda a vontade enorme de chegar na casa dos 55 minutos. Espero chegar nos 57 na etapa Athenas em 13 de maio mas preciso e vou incluir mais treinos.

Outro dia comentei com alguns amigos se eles tinham a noção de quanto tempo durava um minuto? Não estou louco não. Já vi partidas de basquete em que um minuto virou 5 minutos, minuto final em futebol que nunca acaba e assim por diante. È assim que estes minutos que eu quero conquistar me parecem: longos. E é justamente por isso que eles precisam ser celebrados a cada prova. Até mesmos os segundos são fantásticos. Por isso até julho o lema será “três minutos em três meses”. Um minuto por mês. Tão perto tão longe.



Resultado: 10km em 00:58:50 no ritmo de 5´:51