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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Corrida Track & Field Iguatemi


23 de outubro de 2011
Depois da Corrida da Integração não tive o tempo necessário para me preparar para outra corrida de 10k. Pelo menos como eu gostaria. Viagens, compromissos familiares impediram um melhor treinamento. Como seria um percurso com subidas decidi correr 5k para testar a velocidade.

Manhã bonita céu azul e um sol (apesar do horário de verão) já mostrando sua força. Acordei cedo e aproveitei para assistir a decisão do Mundial e Rugby, Nova Zelândia x França, pelo menos vinte minutos.
A Equipe Sem Nome (ou Wilson) novamente compareceu desfalcada. Apenas eu e Katia. Corri com as cores do Clube da Corrida que como sempre montou uma barraca com frutas, água e massagem. Parte da equipe participou no dia anterior, da corrida de revezamento Maresias-Bertioga.

O evento é muito bem organizado com estacionamento coberto (do Shopping), barraca com massagistas pós-prova, fotos, tudo para deixar o atleta tranquilo para correr.

O legal é que sempre encontramos amigos de longa data e é possível bater um papo para colocar as notícias em dia antes da prova.

Fiz o aquecimento com o Clube da Corrida e fui para largada com Katia.

Achei interessante, porém pouco divulgado, a inclusão de atletas pacers para ajudar atletas a manter ritmo durante a prova. É uma opção muito bacana para quem não tem noção de ritmo ou um relógio com este dispositivo.

A largada era muito estreita para quantidade de atletas e o caminho também se mostrou apertado até o segundo quilômetro. Tivemos que desviar por várias vezes. Se tivéssemos nos posicionado melhor na largada talvez não tivéssemos problemas e poderíamos obter um tempo melhor.

Não sei se o mapa do trajeto que me mostraram estava errado ou eu não percebi direito, mas na verdade foi totalmente contrário ao que eu imaginava. É interessante porque no dia anterior andei de carro e fiquei imaginando onde correria mais e onde eu pouparia esforço. Tive a necessidade de refazer a estratégia. Neste caso só restou correr.

Meu objetivo com esta corrida seria fazer abaixo de 30 minutos, portanto correr nas retas e descidas e poupar nas subidas. Mas com a mudança, ou não, do trajeto corri o que eu podia e finalizei em um tempo surpreendente: 24 minutos. Estranho, pois alguma coisa não batia. Se em alguns quilômetros eu fiz acima de 5 minutos/km eu deveria ter voado em outros. Logo verificamos que não corremos 5k ou 10k, mas sim 4,6km e por volta de 9km. Acho que no final das contas eu não estava errado com o percurso. Mudaram e comeram uns bons metros.

Mesmo assim meu tempo foi muito bom. Imaginando que eu teria uns 500 metros (mais uns 2 min.) finalizaria em abaixo de 27 min. o que era meu objetivo para este ano.

Já tinha esquecido o que é correr 5k. É uma prova muito rápida. Não dá para pensar muito ou curtir o caminho. Tudo termina muito rápido. Dá vontade de mais. Por isso que correr 10k é mais estimulante. A preparação tem que ser melhor, ritmos tem que ser dosados, a concentração tem que ser maior. É um desafio maior sem querer tirar o mérito dos 5k.

Desta vez não dei um sprint final. Não faz sentido correr 5k e nos últimos 100 metros correr que nem Usain Bolt. Terminei bem cansado, mas a recuperação foi rápida.

Como não tinha fila utilizei-me dos massagistas que ajudaram na recuperação. Depois de uma corrida vale muito a pena.

Esta prova foi muito importante para recuperar a estima. Com o pouco treinamento possível e sempre correndo com amigos mais velozes nos treinos do Clube da Corrida a sensação é de não evolução, aquele que sempre chega por último. Mas todo treinamento, independente da sua categoria, faz você evoluir e somente nas provas é que você consegue checar. Por isso que participar de provas é importante, pois somente nelas é que você consegue realmente medir sua evolução.

Resultado: 4,6km em 00:24:20 no ritmo de 5´:17.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

28ª Corrida da Integração


25 de setembro de 2011

A tão esperada chuva não veio. Apesar de céu azul um vento gélido. Na Arautos da Paz (concentração e largada) um colorido fantástico com muitos atletas para correr e caminhar e um público para aplaudir e curtir.
Todas as expectativas que eu tinha para esta corrida ou evento foram superadas: entrega dos kits, organização, alegria, espírito esportivo e participativo. Até música em três pontos diferentes tocando em cada um pop, rock e samba.

Mais uma vez a Equipe Sem Nome (ou Wilson) não compareceu. Nem mesmo o Clube da Corrida participou oficialmente. Combinei com meus primos (Andrea e Mauricio) para correr junto com a turma deles, os Panga(rés). Estavam organizados e até mesmo uma barraca foi montada para suporte do grupo.
O problema é que os primos não chegaram na hora e fui para largada com outros conhecidos do grupo. Demos sorte e ficamos bem posicionados para largada.

Foi a primeira corrida que eu participei com um número incrível de participantes. Acredito que no mesmo nível da Corrida da Lua.
Contrariando minhas expectativas a largada fluiu muito bem. Passei pela Largada quase dois minutos após o início da prova, mas diferentemente da Fila Night Run já foi possível correr confortavelmente.

Talvez o único ponto negativo seja o posicionamento do abastecimento de água. Acredito que pelo menos mais um na sequência de subida saindo da Orosimbo Maia seria importante. Nosso técnico Halim, do Clube da Corrida, nos orientou para pegar dois copos no primeiro abastecimento e isto ajudou.
Para mim um percurso relativamente novo com boas subidas e descidas mas novamente a parte da Lagoa em que sempre me dou mal no final.


O clima ajudou muito na corrida e passamos por várias situações. Na largada com tanta gente reunida, calor. Na descida da Norte-Sul pegamos um vento gelado e contrário o que persistiu um pouco na Orosimbo Maia. Na subida em direção ao balão do Kennedy um pouco quente. Voltando para Lagoa em cada ponto um clima terminando a corrida já numa temperatura mais elevada, mas suportável.
Meu último treino para esta corrida tinha sido no domingo anterior. O acúmulo do cansaço das últimas corridas me levou a descansar a semana e somente praticar musculação. O que pode ter me deixado um pouco travado no início.

Foi bom ter corrido com os Pangas. Pelo menos para mim é um motivador a mais. Correr sozinho contra o relógio é estressante. Acompanhei eles até o quilômetro 7, quando inicia a subida do cartódromo. Vinha correndo em um tempo bom, mas quando cheguei neste ponto (aí acho que o psicológico trabalha contra) o cansaço deu sinal. Para dar energia levei dois damascos. Não deu certo. Tente mastigar e respirar ofegante ao mesmo tempo. Sem chances. Um quase engoli, ou outro ficou no caminho.
Nos dois quilômetros finais onde poderia dar acelerada me contive para finalizar a prova. Para piorar fiquei sem saber o ritmo, pois o relógio foi para outro menu. Pânico (estou viciado na marcação do Garmin). Foi a mesma situação da corrida Delta e Fila. Vontade de correr mas ao mesmo tempo segurar para não “quebrar”. Não sei onde está o erro. No final terminei com um tempo razoável dentro das minhas expectativas.

Cheguei cansado. Por sorte o chip de tempo era descartável e não precisei abaixar. Acho que ficaria deitado até o próximo dia. Após medalha fui até a barraca dos Pangas e finalmente encontrei os primos.

No meu ano de estreias em corrida consegui participar dos 2 grandes eventos de Campinas nesta modalidade: Corrida da Lua e Integração. Na da Lua estava iniciando e nem sabia como se posicionar na largada. Saí lá atrás junto com pessoal da caminhada e me arrastei pelos 6 quilômetros pretendidos. Nesta já me senti formado, iniciado curtindo não só a corrida mas o evento.

Agora treinar para Track & Field Iguatemi e a última etapa do Circuito Delta, onde tentarei novamente no entorno da Lagoa alcançar o meu objetivo de correr abaixo de 57 minutos.

Resultado: 10km em 00:59:38 no ritmo de 5´:58.