22ª Maratona de
Revezamento Pão de Açucar
São Paulo, 21 de setembro de 2014
Sem dúvida uma das maiores provas de revezamento do mundo.
Mais de 30.000 atletas participantes com uma organização impecável. Por ser revezamento, é
possível formar duplas, quartetos e octetos. Equipes amadoras e profissionais
disputando o mesmo espaço. Imperdível.
Primeira prova com os colegas da Prodam (empresa de
Tecnologia da Informação da cidade de São Paulo). Tivemos um encontro
preparatório na sexta-feira antes da prova para nos conhecermos. Foram formados
oito octetos na empresa. Quem já tinha feito a prova contou onde e como se posicionar na
zona de troca, em qual baia cada um ficaria e principalmente para mim, novo na
empresa, conhecer de quem e para quem deveria passar a pulseira de troca além
de outras dicas. Para uma equipe como a nossa onde estimou-se 35 minutos para
cada corredor, os primeiros iniciariam ás 7:30 e os últimos lá pelas 11 horas.
Por isso cada um chegaria dentro de sua conveniência, no seu posto de troca. Não
nos encontraríamos antes. É compreensível em se tratando de São Paulo mas perde
aquele espírito de equipe. Seria mais uma corrida individual do que
propriamente de time. Ou seja, cada um se vira nos seus trinta. Ainda imaginei
que nos encontraríamos todos no final para bater papo, tirar fotos mas de novo, quem
acabava já ia embora ficando para o último a missão de pegar as medalhas. Imaginando São
Paulo, deslocamentos, quantidade de gente, me resignei, aceitei. O estranho é correr e voltar para casa sem medalha.
Bem, solitário na viagem, dormi cedo e às 3 da manhã já
estava de pé. Café, vestir roupa, banheiro, conferir material e bora pra Sampa. Ainda muito escuro e um tempo carregado. Sinal de chuva.
No medo de não chegar a tempo, cheguei muito cedo. Por volta
das cinco e trinta já estava com meu carro estacionado no estacionamento em
frente a arena montada. Nesta hora caiu uma tromba d´água de lavar a alma. Sem
condição de sair do carro. Me preparei dentro do mesmo.
Por volta das seis com a chuva já bem branda me dirigi a
arena na tentativa de encontrar alguém. Ainda fiz uma horinha mas como não encontrei fui para meu posto
de troca localizado a um quilômetro da largada. Novamente a chuva castigou.
Outra tromba d´água junto com vento gelado. A primeira coisa que vem a mente é:
o que é que eu estou fazendo aqui! Totalmente encharcado com o tênis fazendo glupt
a cada passada. Por sorte ela foi rápida e já na largada o tempo ficou agradável.
Correríamos sem chuva mas ensopados. Do meu posto de troca não foi possível ouvir a largada. Ficamos na expectativa de ver os primeiros corredores passarem por nós.
O interessante desta corrida é que você tem a oportunidade
de ver correr ao seu lado grandes corredores. Por ser um circuito fechado sempre
alguém passa por você. Eu fui o segundo do meu octeto. Dei sorte pois os pares neste
circuito têm menos subidas. Enquanto aguardava minha passagem, pude ver
Marilson e um queniano lado a lado voando pelo posto de troca. Ainda demorou
muito para receber a pulseira e começar minha jornada. Ao receber iniciei forte
pois era uma descida boa mas o medo de quebrar e não conhecer o trajeto me fez diminuir
o ritmo. E assim fui tranquilo, olhando o Garmin, imaginando o percurso,
curtindo a corrida e como falei vendo feras passar por mim. Me senti bem
durante a corrida e quando percebi que cheguei próximo as zonas de troca,
dentro do parque, comecei a acelerar. Consegui acelerar bem mas neste trecho é
necessário cuidado pois muita gente se aglomera esperando pela troca. Quando
finalizei meu trecho e o Garmin marcava um pace abaixo de seis, me senti
realizado. Troca feita, tempo de comemorar. Dores nas pernas mas eufórico. O chato é não
ter ninguém da equipe para conversar. Voltei para o local da arena e como não encontrei ninguém fui pra
perto da linha de chegada onde as equipes mais rápidas estavam para finalizar a
prova. Incrível foi ver o Frank Caldeira dar um tiro no final fechando
para sua equipe. Parecia corrida de 100 metros raso. Comecei a bater papo com um corredor ao lado (ele correu
dupla). Ele ia falando das equipes que cruzavam a chegada, parecia conhecer todos. Falou que demorou para passar a pulseira para o amigo pois não o encontrava nas baias de troca e isto deveria ter prejudicado a dupla. De repente ele avista o parceiro dele chegando. Eles foram terceiro
lugar em duplas. O legal de corrida é isto. Sempre encontrei muita simplicidade, amizade, companheirismo e solidariedade. É um lugar mágico. Feliz por voltar.
Missão cumprida. Agora é pensar como voltar, próxima
etapa, como treinar, o que fazer para ter uma corrida confortável e aprazível.
Resultado final:
5,20 km em 30:35 com pace de 5:53
Condição física: pesado, calças ainda apertadas, gordura abdominal presente e saliente (embora a foto distorça a realidade)


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